quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SULAMITA



Sou a Ana Claudia mãe da Sulamita e vamos aqui contar um pouco da trajetória dela.

Eu e meu esposo nos casamos muito novos eu com 19 e ele com 20. Cerimônia realizada no dia 1º de dezembro de 1990, e pensávamos em ter nosso primeiro filho logo.

Então após três meses de casados recebi a noticia que estava grávida, sendo tudo uma grande novidade para mim, meu corpo mudando de maneira assustadora e incrível ao mesmo tempo, uma das melhores sensações que pode acontecer na vida uma mulher.
  
Sempre quis ter uma menina (seu nome já estava escolhido desde minha adolescência), a qual daria o nome de Sulamita.

 Com o passar dos meses fui engordando bastante até que chegou a melhor de todas as noticias seria mãe de uma menina, não consegui me conter de tamanha felicidade.


No sétimo mês de minha gestação foi detectado um problema com meu bebê, mas como era marinheira de primeira viagem achei que fosse normal, com a explicação da médica nem me abalei, pois há 21 anos as coisas pareciam simples pra mim.

Chegado o grande dia 19 de novembro, com a cesárea marcada fui para o hospital sentindo as supostas dores do parto.
Chegando lá e o medico examinando a ultrassonografia, logo me levou para sala o centro cirúrgico ali foi o começo de lutas e conquistas.




Ouvir o chorinho e ver ela pela primeira vez foi a melhor sensação do mundo mais logo a levaram.
  Logo me recuperei e fui para o quarto, o medico veio me explicar que meu bebe havia passado por uma cirurgia e disse que talvez ela tivesse que passar por outra cirurgia novamente.

Naquele instante meu mundo desabou, via todas aquelas mãe amamentando seus bebes e a minha maior vontade era ter o meu bebe ali comigo.



Passaram-se três dias recebi alta e também a noticia que meu bebe teria que ficar, pois precisava passar por mais uma cirurgia. Sai do quarto antes de ir para casa e fui ver meu bebe.




A dor de ver aquela coisinha tão pequena e indefesa ali na incubadora foi de cortar o coração logo cheguei à minha casa mas a sensação era como se tivesse deixado meus sonhos e planos todos para trás.


Entre idas e vindas do hospital passava-se dez dias no decimo dia chamaram meu esposo no hospital e ali explicaram que a Sulamita teria que passar por mais uma cirurgia, cirurgia esta que teria mais riscos, mas ela precisava fazer.


Eu já não tinha lagrimas nos olhos, naquela tarde, meu pai foi ao hospital para fazer uma oração para a Sulamita, até hoje ele se emociona ao lembrar-se daquele dia.

  A Sulamita entrou no centro cirúrgico, às 18h00. Eu não tive coragem de esperar o termino da cirurgia, pois o medo do medico saísse da sala de cirurgia e dizer que não tinha dado certo acabei ficando em casa.


Ficamos das 18h00 as 23h00 orando pelo sucesso da cirurgia, e Deus ouviu as nossas orações: as 23h00 a Sulamita saiu do centro cirúrgico e com boas noticias, pois a cirurgia tinha sido um sucesso e ela estava bem Graças a Deus.

No dia 1º de dezembro dia em que eu completaria um ano de casada, a Sulamita recebeu alta do hospital foi o dia mais feliz da minha vida trazer meu bebe para casa foi o maior presente que eu poderia ter ganhado.


Talvez se fosse para escrever tudo que a Sulamita passou daria para escrever um livro.

Suas conquistas foram acontecendo dia a dia. O  bebe nem ia andar :andou aos dezoito meses de vida. Posso viver cem anos que nunca vou me esquecer desse dia.

 Ouvir seus passos no chão foi como ouvir uma canção celestial.dai por diante foi só uma arte atrás da outra.  


Seu primeiro dia na escola ?Que lindo, a ver chorando porque não queria ficar até mesmo o seu primeiro dia na faculdade a vendo chegando toda suja de tinta e a felicidade estampada no rosto. 


Sua infância e adolescência foram marcadas por conquistas e preconceitos mais ela erguia a cabeça e enfrentou tudo com a maior força de vontade.

 Da para contar no dedo às vezes que ela foi ao medico.Quando ganhei a Sula achei que fosse viver em um hospital, mas o que eu não sabia era que Deus havia me enviado a Sula para eu poder aprender a ver o mundo e as pessoas com outros olhos.


Minha filha veio para me ensinar que quando temos fé em Deus podemos conseguir tudo. Tenho uma família maravilhosa: cinco filhas.

As dificuldades que passei; as muitas vezes que chorei; a dor que pude sentir; me fizeram ver que o que realmente importa na vida é o amor que podemos sentir e as vitorias que podemos alcançar e poder amar incondicionalmente alguém sem esperar nada em troca.



 Agradeço aos médicos que cuidaram da minha filha sei que estas páginas serão o começo da sua história, pois sei que você ainda vai muito longe, mas nunca se esqueça de olhar para trás e agradecer a Deus por tudo.
Pois Deus foi o autor fundamental da sua história.


Conto aqui a historia de uma mãe que viu sua filha a beira da morte e hoje pode ter a alegria de dizer: filha Eu te amo.

Conto também à história de uma menina batalhadora que não se deixou abater por isso ou aquilo e provou para muitos que o maior defeito é ter preconceito das pessoas. 


12 comentários:

luzia pinho disse...

lindo lindo deus e nosso refugiu e fortaleza socorro tao perto para aqueles que o busca

Diana disse...

Que história mais lindaaaaaaaaaaaaa, Su!!!!!!!!!!!!!!! E contada de um ponto de vista mega especial... Parabéns, me emocionou!!!!!!!!!!!!!!!!!! Bjos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Unknown disse...

Muito linda a sua história é um exemplo para todas nós mães, precisamos sempre confiar no Senhor. Parabéns.

Ana Paula disse...

Exemplos como estes que nos ajudam sempre, como eu disse acima a Sula também é um exemplo.

Alessandra Rodrigues disse...

Que linda ! História emocionante, contada com tanto amor! bjos querida Sulamita e Mamãe!

Patrícia Dinamarco disse...

Minha aluna MARAVILHOSA, amo a Sulamita do profundo do meu coração!!!!!

Vivi Jacobini Vignochi disse...

é mais uma que o trem não pega!! Estes sereszinhos que vêm à Terra pra nos dar exemplos fantásticos!

Elizabete Lima disse...

Linda história! Adotei uma princesa chamada Vitória! A mesma tem hidrocefalia, pré matura, 3 meses de idade e linda a. Estou me imaginando na sua história, os desafios e conquistas que vamos passar. Estamos felizes com a nossa pequena. Su! Você é um exemplo. Bjs Deus te abençoe sempre

Elizabete Lima disse...

Linda história! Adotei uma princesa chamada Vitória! A mesma tem hidrocefalia, pré matura, 3 meses de idade e linda a. Estou me imaginando na sua história, os desafios e conquistas que vamos passar. Estamos felizes com a nossa pequena. Su! Você é um exemplo. Bjs Deus te abençoe sempre

Elizabete Lima disse...

Linda história! Adotei uma princesa chamada Vitória! A mesma tem hidrocefalia, pré matura, 3 meses de idade e linda a. Estou me imaginando na sua história, os desafios e conquistas que vamos passar. Estamos felizes com a nossa pequena. Su! Você é um exemplo. Bjs Deus te abençoe sempre

Renataapalacio Nogueira disse...

Olá eu tive hidrocefalia... Aos 13 anos aos 23 tive complicações devido minha gestação
Hoje tenho 26 anos meu filho tem 2 anos eu não sinto nada não tenho mais vauvula meu filho e saudável para honra e glória do senhor

Maisha Adla disse...

Oi, pessoal! Meu nome é Vivian, tenho 32 anos e fui diagnosticada com hidrocefalia aos 12 anos, após um atropelamento, embora o médico diga que não há como afirmar que a causa seja o acidente, devido ao estágio da doença e ao fato de eu ter problema em três dos quatro ventrículos. Graças a Deus, sempre tive uma vida normal: andar, falar, necessidades fisiológicas, acompanhar os estudos (aliás sempre fui uma boa aluna)... Coisas de Deus, mesmo. Passei 18 anos com a primeira válvula e, depois, troquei duas vezes. Foram momentos difíceis, para mim e para a minha família. Após a primeira troca, ainda fiquei com síndrome de parkinson, o parkinson temporário, tive medo de ficar com alguma sequela, mas deu tudo certo, graças a uma ótima equipe médica e de fisioterapia. Também fiquei com problemas visuais temporários, por causa da síndrome de parinaud. No momento, estou me recuperando da segunda troca de válvula, em casa, ainda com alterações visuais, mas muito agradecida por tudo que conquistei. Posso dizer aos pais de pessoas com hidrocefalia e aos portadores que não há limites para nós: sou graduada e licenciada, participante de um grupo de pesquisas em faculdade pública, estou me preparando para concorrer ao Mestrado, sou casada, sou funcionária pública a quase 14 anos e sou mãe de quatro cachorros e um gato. Às vezes, precisamos adiar alguns sonhos, mas nunca desistir deles. Abraços e muita Luz para todos vocês!

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